Congregação Santíssima Trindade-Casa Amarela/Recife; Congregação Emanuel-Sucupira/Jaboatão dos Guararapes; Congregação Heróis da Fé/Caruaru; Ponto Missionário em Matriz da Luz/Moreno. Informações: (081)3268-4735 - nivaldogarciape@uol.com.br
"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

VI Congresso de Jovens Luteranos do Nordeste

Algumas imagens do Congresso luterano "Nordestão" que aconteceu em Aracajú-SE nos dias 13, 14 e 15 de novembro.

Chegada no local do congresso..Todos com a camisa do Dia Nacional de Ação de Graças.




Abertura das atividades, com louvor e devoção




 tema do congresso.






Palestrante Carlos Kracker da Hora Luterana, o qual, entre outras coisas falou das oportunidades que temos em nossa congregação local para levarmos Cristo a outras pessoas. Qual é a onda na sua cidade, na sua congregação? Precisamos surfar esta onda para levarmos Jesus a outros pessoas .


 fotos da peça teatral de recife que mostrou os problemas da perseguição aos cristãos em muitas partes do mundo. Enquanto um grupo de cristãos se reuniam numa casa para louvar e crescer no conhecimento do nosso Deus, um grupo de perseguidores invadiu a casa e passou a agredir os cristãos. Enquanto isso, no Brasil, uma cristã orava em favor dos perseguidos por causa do cristianismo em todo mundo. Depois de tocado por Deus, os perseguidores vão embora.








 Alegres, os cristãos se ajoelham e oram


grupo se deslocando na sprinter para a orla do atalaia onde nos reunimos com as outras caravanas e distribuimos para as pessoas o livreto da hora luterana: Os pilares da autoestima. Depois nos divertimos passeando, andando de bicicleta, etc.





















Aproveitando a piscina


 visita ao centro histórico de São Cristovão, primeira capital de sergipe.



















os craques do futebol mundial

A torcida no meio do mato







A ESPERANÇA DO ADVENTO

Um homem perdeu a sua casa num deslizamento de terra. Os bombeiros trabalharam o dia todo à procura de uma criança que fora soterrada com a casa, e nada de encontrá-la. Quando os bombeiros estavam para paralisar o serviço de busca, já tarde da noite, ouviu-se um gemido no meio dos entulhos. Cavaram um pouco e conseguiram tirar a criança com vida. E o pai, com a criança nos braços, exclamou cheio de alegria: “Eu sabia que o meu filho estava vivo, nunca perdi a esperança de encontrá-lo vivo!”.
Diz um ditado popular: “A esperança é a última que morre”. Parece que todos estão sempre esperando alguma coisa. O pobre espera ficar rico. O doente espera curar-se. O estudante espera passar de ano. O sem-terra espera uma colocação. O político espera ganhar a eleição. O desportista espera que o seu time seja campeão. E o brasileiro, em geral, está esperando que a situação do país melhore, e que haja mais emprego e menos recessão.
Também o filho de Deus espera. Além de esperar pelas coisas materiais, o cristão espera pelas coisas espirituais. Especialmente na época de Advento o cristão se prepara e espera pelo retorno do Salvador Jesus.
No Antigo Testamento se esperava pelo seu nascimento. Deus havia prometido e o povo aguardava com ansiedade a vinda do Messias. Passaram-se gerações e mais gerações. Porém, quando chegou o tempo certo, Deus cumpriu a sua promessa e enviou o Salvador. O apóstolo Paulo, escrevendo aos gálatas, diz: “Vindo a plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho ao mundo, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam debaixo da lei” (Gálatas 4.4).
Ele nasceu pobre numa estrebaria de Belém, viveu como outra pessoa qualquer, sofreu e morreu. Depois subiu ao céu.
Hoje esperamos a sua segunda vinda, o seu retorno. Não mais para sofrer e morrer, mas para reinar sobre a terra, dando início a um novo mundo. Esperamos, portanto, pelo reino da glória.
O povo de Israel, com o passar do tempo, devido às dificuldades, perdeu o sentido da espera. Por fim já não mais esperavam o Messias Salvador, mas um messias libertador, alguém que os viesse libertar do império romano. Por isso, quando Jesus nasceu, não havia lugar para ele. Por isso o mataram.
Devemos nos cuidar para não perdermos também o sentido da nossa esperança, de não perdermos a visão do reino da glória. O mundo, com as suas preocupações, pode absorver todo o nosso tempo a ponto de nos fazer esquecer do reino que há de vir.
E a própria Bíblia nos cita exemplos de pessoas que deixaram se envolverem de tal modo pelo mundo que não mais desejavam uma outra vida.
Aquele jovem rico que procurou a Jesus, querendo saber como podia herdar o reino do céu, não seguiu a Cristo por causa da sua riqueza. A riqueza, que devia ser uma grande bênção, para muitos é a perdição, pois os impedem de seguir a Deus.
Também o mundo com os seus prazeres podem tirar a nossa visão e ofuscar a nossa esperança. Paulo tinha um membro, amigo e companheiro, cujo nome era Demas. No começo ele foi uma pessoa muito fiel e temente a Deus. Mas Demas foi se envolvendo com as coisas do mundo, satisfazendo a sua carne, até que abandonou a sua fé.
O mundo é um perigo para a nossa fé. Por isso o apóstolo João diz: “Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo. Pois não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”.
O mundanismo está tomando conta das pessoas hoje de tal maneira que as está tornando materialistas e indiferentes para com as coisas de Deus. Elas são capazes de usar as coisas sagradas, como as festas da igreja, para satisfazer os seus apetites carnais. O que, por exemplo, é Natal para muita gente? O que esperam neste dia?
Para muitos o Natal é uma oportunidade de se vender muito, obter grandes lucros e aumentar o seu saldo bancário. Esperam, portanto, nesse dia muito dinheiro. Não é isso que se observa nas propagandas natalinas?
Para outros o Natal é um dia de presentes e de balas. Esperam o Papai Noel, a alegria da criançada.
Outros ainda esperam reencontrar os seus amigos, fazer uma grande festa em que não pode faltar peru assado e muito vinho.
Para estas pessoas o Natal é uma festa puramente mundana, em que esperam apenas encher a barriga, o seu bolso ou a sua cara.
Por ocasião do primeiro Natal Deus enviou um mensageiro, chamado João Batista. Este devia preparar o caminho para Jesus. E o que ele pregava? Como ele preparava o povo para receber a Jesus? Ele chamava o povo ao arrependimento, dizendo: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”.
A sua pregação era tão vigorosa que o profeta Isaías o compara com um trator fazendo estradas, aterrando vales, nivelando os montes e tirando as curvas. Diz ele: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Todo vale será aterrado e nivelado todos os montes e outeiros; os caminhos tortuosos serão retificados e os escabrosos aplanados”.
Na sua pregação João Batista chamou os judeus de cobras venenosas, os fariseus de hipócritas, o rei Herodes de adúltero e os publicanos de ladrões.
E a sua mensagem surtiu efeito. Multidões vinham a ele, perguntando: “Que havemos de fazer?” E João os mandava abandonar o pecado. Aos ricos ele mandou distribuir comida aos pobres, aos publicanos ele mandou não roubar mais e aos soldados pediu que não usassem de violência.
Será que não é isso que o povo está precisando: de uma chacoalhada bem forte? De alguém que lhes mostre o pecado, que lhes aponta o inferno, a fim de que clamem cheios de terror: “O que havemos de fazer?”.
Antes de receber o conforto do evangelho, muitos precisam sentir primeiro o trator da lei de Deus para levá-los ao arrependimento dos seus pecados. Só os que estão de fato arrependidos dos seus pecados e reconhecem o seu estado pecador é que precisam e devem receber o conforto do perdão. Diz o Dr. Walter, um dos fundadores da nossa igreja nos Estados Unidos: “Enquanto uma pessoa vive no pecado, deve-se-lhe pregar somente a lei, que o amaldiçoa e condena. Pregar o evangelho àquele que nada teme em relação aos seus pecados implica em aplicá-lo de modo incorreto. De acordo com a Palavra de Deus, nem um pingo de consolo dever ser dado àquele que vive no pecado. Ele precisa ver o inferno primeiro antes de ir para os céus”.
A nossa igreja deve continuar pregando o evangelho, anunciar o consolo do perdão de Cristo. Mas ela não pode se esquecer de pregar também a lei, a fim de chamar os homens ao arrependimento. As duas coisas devem de andar juntas.
O nosso povo precisa ser acordado do sono do pecado, precisa aprender a odiar o pecado e a temer mais a Deus. Senão ninguém vai fazer diferença entre uma pessoa da igreja de uma pessoa do mundo, pois ambas praticam a mesma coisa: cometendo adultério, ingerindo drogas, freqüentando lugares indecentes e usando de desonestidade para subir na vida.
O cristão é alguém que espera a vinda do Rei da glória e caminha para a eternidade. A sua vida deve refletir isso. No manual de instrução Crescendo em Cristo, da Editora Concórdia, há uma pergunta, que diz: “De que maneira provamos que queremos ir para o céu?” E logo em seguida ele responde: “Prendendo o nosso coração às coisas do céu e não às coisas deste mundo”.
O apóstolo Pedro, falando da proximidade da vinda de Cristo, pergunta: “Sabendo que tudo isso vai ser destruído assim, então que tipo de gente vocês precisam ser?” E ele mesmo responde, dizendo: “As suas vidas devem ser santas e dedicadas a Deus”.
É isto que Deus espera de nós, que aguardamos a volta de Cristo: que creiamos em Jesus de todo o coração e que vivamos de acordo com a nossa fé.
Que Deus nos dê corações sinceros a fim de que aguardemos com fé e esperança a vinda de Cristo em glória. Amém.

Pastor Lindolfo Pieper 

Jaru, RO – Brasil


Igreja Evangélica Luterana do Brasil      

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Advento

Denominamos de Advento o tempo correspondente aos 4 domingos, às 4 semanas antes do Natal. Este tempo pode ser de 22 a 28 dias, dependendo do ano e, conseqüentemente do dia da semana em que cai o 25 de dezembro. Muitas tradições e conteúdos estão relacionados com esse tempo.
para a Igreja Cristã no Advento inicia-se o novo ano. O primeiro Domingo de Advento é o início do calendário litúrgico da Igreja que organiza e determina as comemorações, as celebrações e os principais conteúdos da vida comunitária dos cristãos; por exemplo: Advento, Natal, Epifania, Paixão, Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Trindade, Ação de Graças, Reforma, Eternidade.

Advento significa "vinda", "chegada". Está relacionado à chegada de Deus ao mundo. Tempo determinado para a preparação da festa do nascimento de Jesus. Ao mesmo tempo, esta "espera" recebe os traços litúrgicos e de comportamento próprios de uma "vigília", a partir do impacto da expectativa das comunidades cristãs (venha o teu reino) relacionada à nova vinda de Cristo, à chegada do "novo Céu e a nova terra".

Temos nesta época conteúdos de fé e tradições cristãs que promovem a alegria, causada pelas dádivas de Deus relacionadas ao nascimento de Jesus e pela expectativa de uma ação salvadora plena que ainda vai chegar, neste caso uma antecipação da grande alegria vindoura.
Advento é um tempo apropriado para fomentar a construção da esperança, uma esperança que transcende os limites das necessidades materiais e imediatas, uma esperança que inclui uma visão de mundo, de tempo e espaço onde é possível a dignidade, a justiça, a paz e o amor, o equilíbrio da vida e da Criação de Deus. Para a construção desta esperança necessário se faz re-elaborar e resistir aos apelos do consumo, próprios desta época em que o comercio e outras ações típicas da sociedade de consumo propõe, subvertendo os conteúdos e as tradições criadas em torno do Natal de Deus no mundo.
Coroa de Advento: A coroa de advento é feita com ramos verdes, geralmente envolvida por uma fita vermelha e nela 4 velas são afixadas. Ela simboliza e comunica que naquela Igreja, casa, escritório ou qualquer espaço em que ela esteja vivem pessoas que se preparam com alegria para celebrar a vinda de Deus ao mundo, o Natal. 
O círculo da coroa: simboliza a nova aliança de Deus com a humanidade. Esta nova aliança é celebrada no sacramento da Santa Ceia. Ao círculo da coroa pode ser relacionado também a coroa de espinhos colocada na cabeça de Jesus naquela semana em que foi crucificado - a nova aliança foi feita pelo Jesus negado e rejeitado, com humildade e doação.
Os ramos verdes, os ramos mesmo cortados permanecem verdes por semanas: comunicam a esperança, uma esperança que leva a perseverança, uma entrega total da vida a Deus.
A fita vermelha: a cor vermelha na tradição litúrgica está ligada à cor do fogo e do sangue. Simboliza a cor da vida, do amor e ao mesmo tempo do derramamento do sangue, sacrifício. A nova aliança de Deus com a humanidade foi feita com amor, doação, sacrifício e trouxe a vida plena e eterna.
As 4 velas: uma vela para cada domingo que antecede ao dia 25 de dezembro. Alguns registros históricos contam que a coroa de advento surgiu em uma instituição que abrigava crianças pobres. Inicialmente ela continha entre 22 a 28 velas, uma para cada dia do tempo de advento. Devido aos custos diminuiu-se o número de velas.
As velas da coroa são acesas (a cada domingo mais uma), para iluminar a vigília do advento, a preparação para vinda da luz ao mundo. Simboliza que Jesus Cristo é a luz do mundo. Comunica a alegria da vida que procede de Deus, aquela que vai além dos limites que a vida no mundo impõe.

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Advento é tempo de voltar-nos para o Deus que nos ama e que está bem perto de nós. É tempo da fé nas coisas novas, no novo céu e nova terra onde habita a justiça e a paz. É tempo de limpeza e arrependimento, de opção por uma vida saudável em que sobra espaço para a solidariedade, a verdade, a paz e a comunhão. É tempo da construção da esperança e da vida comunitária que rompem os nossos limites e entendimento. É tempo de alegria, de festejar o amor de Deus por nós.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Todos os Santos - a colheita de Deus

O Dia de Todos os Santos foi observado já em datas muito remotas na história da Igreja. A data quer honrar a memória de Cristãos que já partiram, especialmente os mártires. Perto da metade do século XIX, esta data foi mudada de 13 de maio para 1º de Novembro. O Dia de Todos os Santos permaneceu na Igreja da Reforma, embora se tenha dado ênfase maior ao Dia da Reforma, observado um dia antes, o que diminuiu a atenção ao Dia de Todos os Santos. 
Na maioria dos símbolos para os santos a coroa está em evidência. A coroa da vida é dada a todo aquele que perseverar na fé. No livro de Apocalipse o Senhor promete (2.10): “Sejam fiéis, mesmo que tenham de morrer; e, como prêmio da vitória, eu lhes darei a vida.” O símbolo mostrado aqui apresenta a coroa que sustenta ramos de trigo — o crente a quem o Senhor da Igreja juntou para a sua colheita. Na parábola do joio e do trigo Jesus afirma: “colham o trigo e ponham no meu depósito.” (Mateus 13.30). As almas deles já estão guardadas.
Os demais símbolos que aparecem aqui (o Alfa e o Ômega e o Chi Rho), são designações para o Salvador que tornou a colheita de almas possível.
Há um hino que clama pela observação do Dia de Todos os Santos e que diz: “Por todos os santos que dos seus labores descansam, todos que pela fé, ante o mundo confessaram Seu nome, ó Jesus, seja sempre louvado. Aleluia! Aleluia!”

Tradução e Adaptação: Rev. Jarbas Hoffimann
Publicado na Revista Teologia e prática pastoral luterana, ano 1, nº 1.